sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

ANÁGUA



As vozes das avós...?
Às vezes nós
Às vezes sós
Por meses 
Surdinas às vezes.


sábado, 6 de dezembro de 2014

PROVA CABAL

Como pode o amor ser infindo?
Se assim fosse
Como explicaria à Rose 
Todo amor que a dei de uma vez só?

DE ALMA PARA ALMA

Eu, que domino toda teoria
De tudo (para constar)
E de toda obstetrícia
Posso relatar os pares que pariste
Os choros, berros
Placentas e umbilicais.
Mas vivo muito a me frustrar
Por poder recordar jamais
De um parto singular
De vinte anos atrás!


segunda-feira, 16 de junho de 2014

CANTADA

Quando Carina deitou
Eu disse:
Oh, Carina, deixa-me tocá-la!
À sua resposta:
Ocarina! Deixa-me tocá-la.


CANTIDA

Quando Carina partiu
Eu disse:
Oh, Carina, deixa-me tocá-la!
Ao seu regresso:
Ocarina és o que tenho para tocar.






 


CHER

Das coisas difíceis:
Olhar para si como se olha
Alguém que se quer por perto,
Que sequer causa desconforto...


Dispensar - deixar de pensar o
que se tem pensado - o que se tem
falado ou dito
Se é o que sequer se quer.



segunda-feira, 2 de junho de 2014

quinta-feira, 22 de maio de 2014

CAIR EM SI (bemol)



Dilua-se, bela flor,
De lua se minha for,
De lua se for má
Dilua-se formol.
De lua decidiu
Diluir se quiser,
Diluir-se, quis Zé,
E iu.
Diluiu cidade
Diluiu verduras
Diluiu verdores, verdades,
Maldades e duas:
Duas medidas de dores desmedidas.